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No início da actividade, Adelino Martins teve uma oficina de automóveis, mas acabou por alargar o negócio aos lubrificantes e, mais tarde, aos combustíveis. Começou sozinho, mas hoje tem 50 empregados a trabalhar na distribuição e comercialização de produtos da BP, numa zona de influência que envolve toda a zona norte do país… até Santa Maria da Feira. Tem ainda um posto da marca BP na Seroa (desde 2005), que funciona 24h por dia e é responsável pela venda de cerca de 3,5 milhões de litros/ano. Perceber do negócio, saber gerir e não dar um passo maior do que a perna são, segundo Adelino Martins, alguns dos passos a seguir para alcançar o sucesso. Avaliação: “De há 5 anos ou seis anos a esta parte, o negócio dos combustíveis é igual a qualquer outro. Actualmente a evolução do negócio a granel (distribuição) é feita ao dia, embora sejam as oscilações semanais que mais acabam por se reflectir no preço ao consumidor. Ainda assim, no deve e haver apurado a cada meio ano o resultado anda ela por ela, uma vez que as margens, já de si emagrecidas são sempre as mesmas. Isto não acontece com as refinarias, que são quem fixa os preços nas áreas de serviço e postos de marca e quem ganha realmente dinheiro com este negócio”. Evolução: “Apesar de se notar uma ligeira melhoria no poder de compra após a queda registada entre Maio e Junho, os postos de combustíveis tradicionais começam a não ser viáveis. O resultado é semelhante ao que se verificou noutros países e passa pela sua incorporação nas grandes superfícies, em áreas de serviço definidas estrategicamente ou integradas em complexos de negócios em que o combustível é apenas uma parte”. Preços: “Os combustíveis devem descer para o bem da maioria dos postos. Acredito mesmo que este sinal positivo tenderá a acentuar-se…. devagarinho! Bastará que o petróleo não ultrapasse os 100 dólares por barril e, assim, deixe de ser um mercado apetecível para os investidores. Nesse caso, creio que o gasóleo poderá fixar-se num valor entre 95 cêntimos e um euro por litro”. Razões: “Há factores externos com influência directa nos preços, como as guerras ou até catástrofes naturais, sobretudo as que provocam a paragem da produção nas refinarias. Sem esquecer a crise, que em termos nacionais reflectiu-se bastante no poder de compra – caiu cerca 25 a 30 por cento. Neste processo as companhias poderão ter 20 ou 30 por cento de responsabilidade, mas é preciso dizer que o principal responsável é o Estado. Só os impostos directos sobre os combustíveis rondam os 70 por cento. Em Espanha isto não acontece”. Soluções: “O petróleo continua a ser um combustível inevitável, e a sua substituição a 70 ou 80 por cento passará por um conjunto de energias alternativas: umas já inventadas e outras a inventar. Por outro lado, a ter de haver contratos, algo com o qual não concordo, defendo que sejam renegociados a um ano e não a cinco”. Fidelização: “Além das campanhas da marca, através dos brindes com livros de pontos ou dos descontos na hora com talão, é preciso apostar no bom serviço para cativar clientes. Ou seja: mais qualidade, maior diversidade e melhor oferta. Nesse sentido, estou a trabalhar na abertura, em princípio na Primavera de 2009, de um novo posto, ao lado do actual existente na Seroa, vocacionado para veículos pesados, com todo o género de serviços”. Fonte: Gazeta, Edição n.º2138 |